sexta-feira, 9 de setembro de 2011


Vamos, vem. Vamos andar pelos becos e vielas de mãos dadas e sorriso aberto. Não se preocupe com as contas à pagar ou com o que irá comer daqui algumas horas. Talvez seja nossa última volta, nossa última conversa, nosso último escutar do tom de voz, nosso último sorrir. Finja que o mês não passou, que ainda estamos no ontem, que hoje é seu aniversário e te entreguei sua primeira música. Vem, se apresse, tenho muita pressa em te aproveitar uma última vez. Em te olhar uma última vez. Em te amar como se fosse uma última vez, fingindo não saber que essa última se repetirá todos os dias.

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